O uso do protetor solar ainda
causa muita confusão entre as mulheres, principalmente por causa do FPS (Fator
de Proteção Solar). Aqui
no blog eu já dei algumas dicas de uso, mas um conjunto de novas regras
da ANVISA promete nos fazer rever o conceito de proteção.
Na prática, a maioria das
mulheres segue a máxima de que quanto maior o FPS, melhor é a proteção. Não
está errado, mas não é só com isso que devemos nos preocupar (e esse foi um dos
motivos da mudança de regras da ANVISA). Existem dois tipos de raios
ultravioleta que devemos prestar atenção:
UVA: são raios longos que atingem a terra o ano todo, não importa a
estação. Penetram profundamente na pele e são responsáveis pelo
fotoenvelhecimento, manchas e câncer de pele.
UVB: são raios curtos que estão mais presentes durante o verão
(quanto mais ensolarado o dia, mais raios UVB a pele absorve). Os raios são
absorvidos superficialmente e causam problemas imediatos, como queimaduras,
ardência e vermelhidão.
A maioria dos protetores solares
divulgam em seus rótulos a proteção contra os dois tipos de raios, UVA e UVB.
Porém, o fator anunciado na embalagem (o chamado FPS) se refere somente aos
raios UVB. Isto quer dizer que você fica mais protegida contra os raios
superficiais, que causam queimaduras, mas nem tanto contra os raios profundos,
que causam envelhecimento e câncer.
Não havia antes no Brasil uma
regra que obrigasse as empresas de cosméticos a identificar o grau de proteção
contra os raios UVA (e nem um consenso sobre a medição desse fator de
proteção).
Mas a partir de agora, o chamado
FPUVA (Fator de Proteção contra os raios UVA) deve ser anunciado na embalagem.
Eles são identificados pelo índice chamado PPD, que varia entre 4 e 33. Ainda
está em fase de estudos o fator tolerável de radiação que a pele pode sofrer,
mas por enquanto vale a regra: quanto maior, melhor.
Por isso, procure sempre
protetores solares que além do FPS descrito, contenha também a informação sobre
o PPD ou PFUVA. E não se esqueça: o protetor deve ser reaplicado a cada 4 horas
para que a proteção seja efetiva.
Saiba mais na matéria do site da ANVISA.

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