quinta-feira, 13 de setembro de 2012

De olho no rótulo: as novas regras do Protetor Solar



O uso do protetor solar ainda causa muita confusão entre as mulheres, principalmente por causa do FPS (Fator de Proteção Solar). Aqui no blog eu já dei algumas dicas de uso, mas um conjunto de novas regras da ANVISA promete nos fazer rever o conceito de proteção.

Na prática, a maioria das mulheres segue a máxima de que quanto maior o FPS, melhor é a proteção. Não está errado, mas não é só com isso que devemos nos preocupar (e esse foi um dos motivos da mudança de regras da ANVISA). Existem dois tipos de raios ultravioleta que devemos prestar atenção:

UVA: são raios longos que atingem a terra o ano todo, não importa a estação. Penetram profundamente na pele e são responsáveis pelo fotoenvelhecimento, manchas e câncer de pele.

UVB: são raios curtos que estão mais presentes durante o verão (quanto mais ensolarado o dia, mais raios UVB a pele absorve). Os raios são absorvidos superficialmente e causam problemas imediatos, como queimaduras, ardência e vermelhidão.

A maioria dos protetores solares divulgam em seus rótulos a proteção contra os dois tipos de raios, UVA e UVB. Porém, o fator anunciado na embalagem (o chamado FPS) se refere somente aos raios UVB. Isto quer dizer que você fica mais protegida contra os raios superficiais, que causam queimaduras, mas nem tanto contra os raios profundos, que causam envelhecimento e câncer.

Não havia antes no Brasil uma regra que obrigasse as empresas de cosméticos a identificar o grau de proteção contra os raios UVA (e nem um consenso sobre a medição desse fator de proteção).

Mas a partir de agora, o chamado FPUVA (Fator de Proteção contra os raios UVA) deve ser anunciado na embalagem. Eles são identificados pelo índice chamado PPD, que varia entre 4 e 33. Ainda está em fase de estudos o fator tolerável de radiação que a pele pode sofrer, mas por enquanto vale a regra: quanto maior, melhor.

Por isso, procure sempre protetores solares que além do FPS descrito, contenha também a informação sobre o PPD ou PFUVA. E não se esqueça: o protetor deve ser reaplicado a cada 4 horas para que a proteção seja efetiva.

Saiba mais na matéria do site da ANVISA.

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