Ao contrário do que muitos
pensam, a pele negra precisa de tantos cuidados quanto a pele branca.
Apesar de a melanina (substância responsável pela pigmentação) servir
como um protetor solar natural, o risco de câncer de pele é iminente,
assim como de inúmeros outros problemas que afetam tanto a saúde quanto a
estética do rosto e corpo.
A melanina, além de reduzir a
propensão aos tumores cutâneos, minimiza o fotoenvelhecimento. Outra
vantagem da pele negra em relação à branca são os níveis de firmeza e
elasticidade, que são maiores. Isso se deve ao fato de os fibroblastos, que são
responsáveis pela produção de colágeno, serem mais ativos na cútis escura.
Por outro lado, esse tipo de pele é mais propenso a desenvolver manchas, foliculite
e excesso de oleosidade, resultando no aparecimento de acne.
Um dos maiores equívocos que as
pessoas cometem é pensar que a proteção solar é dispensável à pele negra. Esse
tipo de pele tem predisposição à hiperpigmentação, tornando fundamental o uso
do filtro. Como a quantidade de melanina é maior na pele negra, ela precisa ser
mais protegida do que as outras para não pigmentar demais. É preciso ter muita
atenção, pois a pele negra não fica avermelhada quando é superexposta ao sol e,
por isso, não dá o alerta de que está sendo prejudicada. Além disso, a falta de
proteção eleva o risco de câncer de pele. O recomendado é utilizar, pelo menos,
o fator de proteção 30. O filtro solar protege a degeneração do DNA das células
e deve ser usado diariamente.
A cútis negra é, de fato, mais
resistente ao envelhecimento (por conta da ação dos fibroblastos). Porém, isso
não significa que é imune. É sempre melhor prevenir o envelhecimento de pele do
que tratá-lo. Uma forma simples e eficaz de fazer isso é usando um BB
Cream desde cedo.
Se por um lado a ação intensa dos
fibroblastos garante a firmeza da pele, ela também provoca o aumento da
oleosidade, propiciando o surgimento de comedões e acne. Se não tratados
corretamente, estes problemas ainda podem resultar em manchas. A recomendação é
higienizar o rosto duas vezes ao dia com sabonetes anti-oleosidade, de
preferência líquidos. Isso evita a formação de cravos e espinhas.
Os fatores que mais contribuem
para o aparecimento de manchas na pele negra são acne, queimaduras e
procedimentos cirúrgicos ou estéticos, como peeling e depilação. Melasmas também
são comuns nestas pessoas, geralmente causados por radiação solar, gestação ou
uso de anticoncepcionais. Para evitar estes problemas, o tratamento da pele
negra deve ser feito com agentes menos agressivos. Devido à maior concentração
de melanina, a pele pode ter uma reação extrema aos produtos mais abrasivos,
produzindo manchas. O tratamento é mais demorado, mas é mais satisfatório.
A combinação do excesso de
oleosidade com a presença de pelos encaracolados facilita o surgimento de pelos
encravados, que podem inflamar e evoluir para uma foliculite. Muitas vezes ela
é confundida com espinhas e pode causar manchas. Para evitar o problema, a
orientação é fazer, semanalmente, uma esfoliação física nos locais mais
afetados.
Por fim, a pele negra requer
hidratação reforçada. Por ter a epiderme mais espessa, ela é mais resistente a
agressões externas. Por outro lado, essa proteção natural impede que a pele
absorva corretamente os ativos hidratantes. Por conta disso, é comum que surjam
pontos ressecados pelo corpo e manchas esbranquiçadas.
A indicação é usar um hidratante
todos os dias, especialmente nas regiões mais secas. Banhos longos e
excessivamente quentes não são recomendados, assim como o uso de buchas e
outros esfoliantes que possam agredir a pele e causar um ressecamento ainda
maior.
Fonte: Bolsa de Mulher

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